Precisamos aprender a usar remédios de uma maneira muito mais racional

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Não precisa nem sequer dizer o nome da droga: quem nunca entrou na farmácia da esquina sem trazer no bolso uma única folha de papel assinada pelo seu médico e saiu de lá de boa, levando para casa uma caixinha com tarja vermelha? A cor estaria ali para nos lembrar que ela não poderia ser vendida livremente, mas...

"Mas nós consumimos remédios sem pensar duas vezes", completa o professor Leonardo Régis Leira Pereira, da Faculdade de Ciências Farmacêuticas de Ribeirão Preto da USP (Universidade de São Paulo).

Pois amanhã é justamente o Dia Nacional do Uso Racional de Medicamento, com ações promovidas pela ABCF (Associação Brasileira de Ciências Farmacêuticas) em suas redes sociais. A data foi criada para lembrar todo mundo de usar a cabeça antes de sair se automedicando. E não só isso, porque cometemos alguns outros erros quando se trata de fazer compras na farmácia. Aliás, muitas vezes erramos até mesmo antes de pisar nela.

Na visão do professor Leonardo Pereira, parte dos nossos equívocos vem de uma busca antiga: "Desde que o mundo é mundo, procuramos um comprimido mágico, capaz de resolver os nossos problemas", observa. "Quando sai um novo medicamento que, supõe-se, ajudaria a emagrecer, todos correm para usá-lo sem pestanejar. E, voltando no tempo, temos a fluoxetina, que foi apresentada como se fosse a pílula da felicidade", diz, refrescando a nossa memória sobre o marketing  bem-sucedido do mais festejado dos antidepressivos. Quem dera a vida fosse tão simples que desse para qualquer um ser feliz engolindo algo com um copo de água.

Há exemplos, porém, bem mais desastrosos. "Talvez o maior deles seja o da talidomida, nos anos 1960", opina o professor. O sedativo foi prescrito para grávidas porque alguém observou que ele poderia diminuir o seu enjoo matinal. O resultado foi o nascimento de bebês com defeitos congênitos, sem os braços.

Quando a gente achava que a lição estava clara — a de que não dá para sair prescrevendo ou tomando remédio porque meia dúzia de gatos pingados chutou uma possível ação contra um de nossos males —, eis que surge a pandemia.

"Daí, é só a gente ver o que aconteceu quando apenas suspeitaram que a cloroquina poderia solucionar a covid-19", nota Leonardo Pereira. "Teve médico receitando várias caixinhas para uma pessoa, apesar de faltar estudo comprovando esse efeito. Teve gente comprando cloroquina para ter em casa, mesmo sem ir ao clínico e só de ouvir falar. E teve farmacêutico vendendo sem prescrição também." O mesmo ocorreu — e lamentavelmente ocorre — com os outros componentes do tal kit de tratamento precoce.

Para coroar, há o caso da nitazoxanida. Tentaram segurar a fúria consumista dos novos hipocondríacos quando se desconfiou que o antiparasitário poderia conter o novo coronavírus . Na véspera do anúncio dessa hipótese, o remédio foi enquadrado na portaria 344, a mesma dos psicotrópicos controlados — veja a que ponto foi alçado o vermífugo! Não adiantou. Na calada da noite, as prateleiras que guardavam a nitazoxanida  se esvaziaram. Não há dúvida de que, para uns, a pandemia é um convite irrecusável ao uso irracional de remédios.


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